quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O Silêncio

Aprendi a respeitar é o silêncio,
o silêncio das palavras, dos sons e o silêncio da música,
O silêncio que faz pensar e o silêncio que perturba.
O silêncio que resolve, que excita e o que nos cutuca.
O silêncio da campainha, do telefone e o da TV.
O silêncio que aparece de repente e o silêncio que não se vê,
O silêncio que nos surpreende, como o silêncio do nada, o silêncio da nossa mente e o da pessoa amada.
O silêncio dos quartos, dos banheiros, escritórios e salas.
O silêncio que reprova, que aceita, que admira e que nos cala.
O silêncio que revela, que rejeita, que ensina, aflige e que apavora.
O silêncio do político, do milico, o silêncio dos pobres e o silêncio dos ricos.
O silêncio das ruas, o silêncio da floresta, da chuva e dos lares.
O silêncio dos amigos, dos inimigos e o silêncio dos bares.
O silêncio da queda e da ascensão.
O silêncio da lâmpada, do Sol, da Lua e o da escuridão.
O silêncio que as vezes se transforma em paz, e que merece respeito por ser tão grande, tanto quanto essa coisa barulhenta que bate forte sem parar, sem nenhuma razão dentro de um peito onde antes existia um coração.



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